quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Estou...

Estou ao todo aqui...

Feito pássaro sobrevivente de  minguado mato que resta, margeando restinga de rio poluído, em cidade ingrata, catando insetos desonrados, alimentando a fome assustadora que nunca passa. Que revira o estômago desequilibrado pela longa batalha do dia.

Que bom me ver de novo...

Como o cão do mendigo amanhecido, que tem o corpo decrépito, moldado pelo relevo irregular da calçada.O cão,o mendigo, banhados de líquido suspeito de não ser apenas água, que se bebe em último caso.Como foi o caso de ontem.

Que bom me apertar com força...

Deitando amor aos esquecidos, que refuga, sob o olhar do mesmo cão, que ladra na noite repetida.
Da pouca força que insiste em ficar, sobreviveu o abraço.