quinta-feira, 17 de março de 2011

Três pessoas comuns do mundo que vivemos

Pessoa-01-Planeta terra,América do sul,Brasil,numa cidadezinha do interior de São Paulo,chamada matão,na rua Sinharinha frota,centro,mais precisamente a altura do número 4.540,mora solitário o simpático aposentado senhor Darloso Castro,um ancião de 68 anos,viúvo;Todos o conhecem na cidade,por gostar de crianças,contar histórias e distribuir cestas básicas com frequência para os mais necessitados dos bairros mais pobre da periferia.Seu darlos como é conhecido,tem os cabelos todo branco,feito neve, quando conta suas história para as crianças sempre deixa que algumas delas,as mais ousadas, com caretas solta nos lábios infantis passem as mãozinhas arteiras nos seus cachos e sorria,desfazendo-os todos.Adora músicas antiga de vários ritmos diferente,se passar por esta rua e der sorte poderá vê-lo sentado em sua cadeira de área ao sabor da tarde balançando suas mãozinhas cheia de sardas e ao soprar cadênciado do vento refrescante.Um desejo?Deseja apenas viver em paz!Para um dia poder morrer em paz na presença do Senhor(diz).

Pessoa-02- Selton Noronha de Merllos,"Melão",jovem,na faixa de seus 23 anos,matonense,netinho,como ja foi conhecido entre seus inúmeros amigos de infância,adorava viver intensamente sem pensar no amanhã.
"A única coisa que quero de verdade é ser feliz ,curtir balada e beijar na boca como qualquer jovem na minha idade, pois o que tem demais em buscar isso.Drogas?Sei lá! prefiro ficar longe.Estou limpo faz muito tempo".

Pessoa-03-Furlan Tarcílio Rosa,"Fula",19anos,menino risonho e até com cara de bobo."Espere aí bobo é a vovozinha! eu sou apenas nerd!Gosto de estudar e que mau a nisso,diria."Veio de São Paulo a pouco tempo e ja fez grandes amigos na cidade,Matão sempre teve fama de acolher todas as pessoas que a procuram com muito carinho e afeto,cidade boa,povo idem!

Hoje é dia de festa-Quinta feira tem festa sertaneja em Matão.Algumas casas de show promovem encontros
festivos de jovens e adultos,risos,bebidas;Onde pessoas se confraternizam e podem ver e serem vistas.

O telefonema- Era por volta das 23:00hs, quando Fula envia um "me-liga"para seu amigo Melão,que retorna a ligação,pois somente ele tinha bônus de Claro para Claro.
- Fala Aí!
-Vamos no sertanejo hoje!
-Demorô, nos encontramos onde?
-Passa na Praça do Bosque.
-Boa!Garoto!Te pego daquí a 20:00 minutos!Beleza!
-Agora! Vèio.
-Ah!Ia me sequecendo,traz a filmadora,vamos gravar geral as minas louca que tá lá.
-Tá bom!Levo sim!
Tudo transcorreu normalmente,filmadora ora na mão de Melão,ora na mão de Fula, beberam,sorriram,beijaram diversas bocas alcoolizadas ou não.Melão sumiu uma certa hora e voltou coçando as narinas.Fula questionou como fazem os amigos de verdade sem ofender.Tudo bem!Não estou julgando ninguêm(disse) sei que isso é fato acontecido,só isso.Ficaram neste alvoroço até às 04:30hs.Foi o Fula quem deu o chamado para irem embora."Cara eu estou cego de tanto beber véio e você também ,pois está segurando nos cantos, vamos dar área".O local estava quase vazio,clima de fim de festa.Apenas alguns bêbados e drogados resistiam a nostalgia da alegria esgotada.O maverick ano 68 de Melão estava estacionado a 4 quarterões da danceteria,iam os dois cambaleantes e risonhos filmando todo o percurso de forma trêmula pelo efeito do álcool.Se dirigir não beba!Um dos dois leu a placa que estava cravada em uma esquina qualquer, riram.Derrepente um tomava a filmadora do outro que imediatamente corria atrás de forma engraçada,davam risadas deles mesmos,de sua própria situação.Finalmente chegaram no carro.

Plano de Bêbado-Melão dirigia atento quando sentiu que seu amigo segurou firme em seu braço.
-Cara!(Falou com os olhos delatados colados no dele)Vamos fazer um véio?
-Agora?(Melão sabia muito bem do que é que seu amigo estava falando,a muito tempo que sacava o jeitão anormal do seu chegado,mas isso!Roubar um velho indefeso...Retirar toda a grana de sua humilde aposentadoria...Justo eu que nunca fiz isso com ninguêm?Refletiu.).Topo!Aceito!
Risos,adrenalina...

A Escolha-Vamos pra direita sugeriu Fula.
-Já tem alguêm em mente?
-Vai qualquer um mesmo,esta cidade tem 100 mil habitantes é impossível que não haja qualquer velho aposentado ou rico com muita grana, solitário a nossa espera.
-Você quem manda!Tira esta porcaria de filmadora da minha cara.Esta me incomodando.
-Risos!Tiro coisa nenhuma(Continuou filmando o tempo todo).
Chegaram a uma casa enorme,frearam o carro bruscamente,um velhinho com cara de ingênuo e até doce repolsava sonolento na varanda,pelo jeito acabara de acordar para apreciar o nascer do sol,era uma vítima perfeita.Ambos concordaram com a cabeça.Definitivamente suas vidas jamais seriam a mesma depois daquela atitude,tinham que pensar,refletir,por mais seguro que estivessem,ser humano é ser humano e mesmo em ações extremas sempre procuram agir com prudência e resignação.Desceram,entraram portão adentro sem mais delongas.
-Qual o plano?(Entreolharam-se brevemente)
-Vamos prender esta porra de velho logo(disse Fula).
-È pegar tudo o que puder,principalmente dinheiro, sair rapidamente,sem ser visto. (concordou ja em movimento melão que não desgrudou um segundo sequer da câmera que filmava o tempo todo).
-Caminharam rapidamente por um longo quintal,em direção ao senhor que ja os notara desde o barulho que fez o destrancar do portão comum que estava sem passar a tranca.
-Vai ser muito fácil(disse risonho,Fula).
-Parece que o bom velhinho ingênuo está até nos esperando!Risos.(Continuaram firmes.Já se viam.O encontro era apenas uma questão de tempo,pouco tempo).
Juntaram o velho que pareceu impassível diante dos dois jovens alucinados,carregaram aos berros o  inocente com rapidez e violência para dentro da casa.
-Cadê o dinheiro?(Disse Fula nervoso,cara a cara com o idoso).
Melão mantinha a filmadora ligada.
-Não tenho nada!( balbuciou o velho,entre os dentes,mas de forma estranha para a situação de vítima indefesa).
-Como não tem se mora nesta casa milionária?(Completou melão onde cada vez que falava balançava a câmera).....................Continua

terça-feira, 1 de março de 2011

Se valer pague um real

Um pai.Quase em desespero.Você realmente quer saber palhaço,"adolescentezinho" de merda, porque não deve ficar bebendo "socialmente"o tempo todo por aí durante sua invencível mocidade,é porque este periodo em sua vida vai passar muito rápido e quando inevitavelmente a maturidade chegar,e com ela a cruel rotina inerente a esta fase,a rotina da convivência matrimônial,a rotina da busca profissional,a rotina de criar seus filhos,a rotina da própria vida.Rotina.Rotina.Rotina...Diante das cobranças reais o grande barato do vício "normal" tornará uma necessidade vital e fará de você um bêbado,cansado quase sempre para um novo recomeço,desacreditado pela sociedade e principalmente por você mesmo.Portanto!Sugiro que trace novos objetivos,crie,construa algo positivo além do copo,para que no caminho rápido e certo do seu futuro,você tenha pelo menos a opção de um atalho.

Depoimento ( O esporte salva )

Quando aquele cara, filho da puta, me fechou no transito eu pensei em ir atrás dele e matá-lo,mas eu estava atrasado para o futebol,se parasse não daria tempo, engoli o desaforo e segui em frente."Definitivamente o esporte salva."

Padrão de consumo

Sou filho da geração zumbí,exemplo para você.Educado pela mãe tevê,assim como você.Parente da agonia,sem pai,orfão,teu irmão.A tele-educação padrão me tornou massa de igual valor,padronizado,formiga em fila indiana indo sempre em busca de consumo.

Outra visão do mesmo mundo

Minha admiração ao mendigo,pessoa natural,autêntica,que recusou-se a qualquer preço a aceitar a determinação da rotina social.

O pau que rege a massa

Tudo um dia converge para o marasmo do ser igual.

A separação

Limitou-se a dizer somente Adeus.Um Adeus demorado e melancólico como o trem que some trepidante numa curva qualquer.Um Adeus frio e comum feito a neve solitária e provisória na sua cor unica.Um Adeus para sempre.Um Adeus de dar dó.O rápido girar dos ponteiros do relógio ditava-lhe os passos;Metódico,cambaleante ante a vida.O coração descompassado assemelhava-se ao desconforto de uma corrida,queria fugir para longe dali,ir além daquela sensação de nó na garganta que o fazia perder o fôlego,como se fugir,verdadeiramente,fosse possível.O brilho intenso,molhado, das gotas de suor em sua testa fria,miravam o sol,refletindo feito diamantes virgens,intocados,daqueles que iludem por um breve instante e se dissipam rapidamente.Brilho falso feito jura de amor eterno em noites de carnaval.