sábado, 12 de outubro de 2013

Dou o clip; A letra e a canção será a sua!

Como nasce um clip musical:- Created By BYJOTAN.

Uma linda melodia começa a tocar... (Qual seria sua música favorita?)

(01)Lar.

Casa comum, uma sala, uma mesa de jantar com restos da refeição anterior.

Sentado à mesa, está um jovem rapaz, folheando um jornal, onde circula a palavra emprego em vários anúncios.(No braço uma "tatuagem de presídio" denuncia o passado que deseja esquecer.Parece preocupado).
Derrepente, da porta do quarto, vestindo uma sexy camisola branca, uma linda jovem se insinua para ele, colocando as pernas a mostra entre o rasgo da vestimenta.(Ela brinca, parece doce e despreocupada).
Aceitando o convite, ele cede a brincadeira, inicialmente cobrindo seu rosto com o jornal, vai até ela, que o segura pela mão e o leva para o quarto, beijam-se com ternura.(A luz se apaga).
Quando a luz retorna, já é manhã e o rapaz, abotoando sua blusa, esta sentado na cama ao lado da jovem, que dorme com parte do corpo descoberto, ele a cobre, carinhosamente, olha para a porta de saída, levanta a gola da blusa, tentando se proteger do frio, mas antes que saia, arranca uma pétala de flor de um buquê de rosas, que se encontra em um vaso no criado mudo, beija e deposita sutilmente ao lado dela.

(02) Rua.

Um carro velho, Um amigo jovem.

Quando abre o portão e sai para a rua, um amigo o espera ansioso,conversam tranquilamente e o amigo o conduz para a portaria de diversas empresas, em cada uma delas, da janela do carro, o amigo podia ver e perceber seu companheiro recebendo diversos nãos com os gestos de negativa dos  guardas.

(03) Bar

Direto para o bar em profundo silêncio.

No bar, rodeado de pessoas que os cercam, eles bebem e riem muito, a vida passa, já é noite. Angustia e diversão presente no mesmo lugar.(Saem)

(04) Casarão de bairro chique.

Agora na imensa sala, decorada ricamente, um senhor com os braços amarrados, tenta balbuciar algumas palavras, talvez pedisse para poupar sua família, a esposa dele, uma senhora que chorava na mesma situação que o marido e o filho do casal que coagido, se encolhia no canto do outro sofá. A arma do amigo esfregava o cranio do velho e ele, pensativo, com o rosto colado na vidraça que dava para um verdejante jardim.
Num segundo, intuitivamente, parte com os punhos cerrados na direção do outro,que esta com a arma, recebe uma violenta coronhada na face,seguida de um palavrão, recua e sai da cena correndo.
Na rua de novo, entra no carro do amigo, mas antes que pudesse ligar o motor: três estampidos, lhe chamam a atenção.Soca o volante em desespero e arranca em alta velocidade.

(05) A mesma casa, a mesma vida.

 Ao chegar em casa, observa assustado, que sua companheira chora e ao seu lado, uma mala.Tenta abraçá-la,  confortá-la, mas é afastado com violência. Ela estava tão fria como nunca vira antes.
Aponta para a tevê que mostra a sua imagem, captada pelas câmeras de segurança da casa roubada.
Ela parte determinada conduzindo a mala, ele tenta desesperadamente acompanhá-la, mas desiste. A porta se fecha, ele encosta seu corpo na parede e desce escorregando até o chão, encharcado num vale de lágrimas...Ao longe é possível distinguir as sirenes da policia que conflitam com o barulho dos carros la fora.(O som da  música vai diminuindo até cessar por completo, finalmente a tela fica preta).















quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Imutável espirito humano

Aqui é trabalho.Tinha que ser naquele horário e daquele jeito. Bocas para ser alimentadas aguardavam o retorno do rei sem cadeira, destronado rei dos iguais.
Para a vida, no dia seguinte, e no outro, ele iria eternamente nos braços da incompreensão pessoal.
Mesma rotina, mesmo tecer corriqueiro da fila do pão, mesmo elogiar franzino, magro, a mediocridade existencial a qual tinha direito, sua parte. As convenções o moldavam além de suas forças. O ovo frito na marmita encardida, coberto por arroz requentado o fazia lembrar de não perder a hora, hora de homem, hora de pai. Hora de quem provém.
Sozinho se segue, os aplausos não são legitimados para os artistas da vida; Mudar ou enlouquecer. Aposta feita na segunda opção. Necessitou fazer algo, talvez um trenzinho de papel e com isso passar a matar o tempo, maldito tempo do dinheiro, do ganhar, o brinquedo tomou forma e cresceu em importância na sua insípida rotina.Carecia apenas lapidar, moldar, criar, dar forma,"ser materializado", por ele feito.
Pela primeira vez em sua vida pudera construir algo com suas próprias mãos.Era rústico, primário,simples, mas era sua identidade, sua criação.
-Trem, em horário de serviço não pode, joga fora esta porcaria! Disso o Senhor Oscar.
O suor caiu desnecessariamente de sua testa! Adrenalina, medo de ser descoberto, e agora...Mas,o trem nunca existiu, foi apenas um cochilo rápido; Leve esperança pra quem tem tão pouco ao que se apegar. "Aqui é trabalho", sinalizava a placa sobre sua mesa, nisso ele acreditava, abaixou a cabeça e...Trabalhou, trabalhou, trabalhou até se cansar, quando esbaforido, fez serão a noite inteira.