domingo, 23 de outubro de 2011

Herdeiros do onipotente sol.

Desejo,então, ser como o sol, que embora estático, irradia esplendoroso e de forma intensa para uma plateia terrena a contempla-lo solícita pelo calor, luz e vida grátis que fornece.
Assim agradecidas seriam todas minha incondicionalmente a mimar-me pela eternidade.
E eu, onipotente, ás fecundaria com minha energia vital e transformadora.
Subjugadas,todas, por um propósito maior.
Seria reverenciado a cada amanhecer por novos rebentos,filhos meus,filhos do sol.
Mas!Heis que no decorrer lento dos milênios,eu estático para a eternidade,desiludido por poder fornecer  apenas vida.Suicidaria triste num canto qualquer da galáxia,criando um imenso buraco negro, sugando para dentro de mim o vazio da existência e todos aqueles que criei.Arrogantes herdeiros do onipotente sol.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O ápice

O ápice do choro é a lágrima.
Do cansaço o deitar-se.
Da alegria o riso.
Da doença  a cura.

O ápice do sexo é o gozo.
Do ódio a desgraça.
Do espetáculo a palma.
Do amor o beijo

O ápice do trabalho é o salário.
Da amizade o abraço.
Da fome a saciedade.
Da fraternidade a doação.

O ápice da sede é a hidratação.
Da corrida é a chegada.
Da cobrança é o feito.
Do objetivo a realização.

O ápice da vida é a morte num questionar perturbador e quase inaceitável.