segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Socorro! Eu não quero ser rico.

Agora somos, de fato, brasileiros emergentes.
Candidatos, quem sabe, a novos ricos.

Cravo aqui, as implicações de se viver a pungência de uma nova era social. Minha era. Sua era. Fruto,sim de nossas amargas conquistas.

Ser próspero, não precisa significar, entupir suas artérias de gordura, pelo simples fato de poder comer carne de primeira, quatro vezes por dia, sorver o tão sonhado iogurte  e refrigerante ao invés de água, frequentar o Cacau Show e o MC Donald´s de segunda a segunda,  preferir churrasco a almoço, sempre, esquecer o passado das pinguinhas com dinheiro contado e se filiar a Ambev ( cervejaria ), diuturnamente. Ir de carro até o vizinho da frente, orgulhar-se de seu filho de sete anos fazer aula de violão,música, inglês, praticar natação, karatê, futebol, aula de arte, dança...
Lamentar por não ser o único a ter tevê 3d com assinatura de pacote completo, internet mega rápida, Blue- ray, GPS, Microondas com Grill, móveis planejado, forno plano com coifa de inox e ir para a praia diversas vezes ao ano.
Me recuso a falar dos carros, das roupas, das compras no exterior,das casas, mega casas para três.

A realidade da boa condição financeira é muito intensa,desafiadora, uma delícia, mas leva algum tempo para se acostumar e poderá seguramente nos levar tanto para o céu, quanto para o inferno.Se eventualmente subir alguns degraus e infartar. Boa viagem e que qualquer força onipotente tenha piedade da nossa alma ascendente...Tchau!
Vou tomar um energético, comendo batata chip´s de latinha, assistindo minha tevê de 60".







16 comentários:

Leonel disse...

Os brasileiros emergentes tem que tomar cuidado para não cair naquele velho ditado: "quem nunca comeu melado, quando come se lambuza"!
Veja o que aconteceu com os americanos no "boom" econômico dos anos 50!
Hoje, lidam com gerações de obesos esbanjadores, dirigindo "banheirões" bebedores de gasolina!
Ótimo post, Byjotan!

Dorli disse...

Oi Byjotan!
Quantas saudades de ti, meu amigo. Por várias vezes vim até o teu blog e tudo parado e me perguntava: Onde estás Byjotan? Senti tua falta, onde estavas?
Foi pra Lua? Ou fostes morar no States...
Seu post é a realidade de muitos que não sabem o que fazer com tanto dinheiro e te digo com toda a veemência: eu sei o que fazer com o meu pouco dinheiro.
Adoeci: pensei que nunca mais saberia de ti.
Um beijo de saudade
Dorli

Patrícia Pinna disse...

Bom dia, Jotan. A prosperidade está num estilo de vida onde nada te falta, onde pode-se pagar compras com tranquilidade e não ficar preocupado fazendo as imensas contas vendo se o orçamento dará ou não.
Quem tem condições deve saber administrar, a fim de que não falte.
Nada dura para sempre, o mau uso do dinheiro prejudica a boa condição de vida.
Sempre feliz com a tua presença!
Novamente vc não me respondeu se tinha ou não face, amigo!
Ficarei chateada contigo. Basta dizer, sim ou não!
Beijos na alma e excelente feriado!

Rita disse...

Ser muito rico será que vale a pena
Muitos quando come se lambuza como dizem por ai, concordo com isso
Todo cuidado é pouco na educação
dos filhos por ex;
Um post valioso, gostei
Abraços de bom final de semana
Rita

Sou uma bruxinha do bem!! disse...

Olá obrigada por sua visita,e pelas suas lindas palavras beijos.

Patrícia Pinna disse...

Oi,Jotan. Acabei de ler o seu comentário. Confesso que gostaria de que tivesse uma página no face para conversarmos!
Os amigos estão lá, a compartilhar poesias e coisas legais.
Creio que vc iria gostar!
Faça um, rs!
Beijos na alma!
Ah, deixarei para vc comentar, caso queira, o link do blog da Maria Catherine onde está a minha poesia também:

http://mariacatherine3.blogspot.com.br/ "naturalmente"

Te espero lá, bjs na alma!

Arione Torres disse...

Oi Jotan, não saber o que fazer com o pouco ou muito dinheiro que se tem é muito trsite porque de um jeito ou de outro, se continuar assim, você se dá mal.
Tenha um ótimo fds, bjs!

Severa Cabral(escritora) disse...

Socorro!!!!!!
Eu tbm não quero ser rica,sei o que fazer com o pouco que tenho...
Foi muito bom te ver de volta,estamos sempre por aqui interagindo com os amigos...
bjsssssss

Patrícia Pinna disse...

Boa noite, Jotan. Deixarei o meu e-mail para vc falar comigo.

patricia-pinna@hotmail.com

Beijos na alma e fique na paz!

Mary disse...

Oi! vi seu perfil no blog da bruxinha do bem, e vi o conhecê-lo.
Ah! eu tbm não quero ser rica, me socorra rs

te convido a ir no meu blog, se assim o desejar.

bjos. e ótima semana.

Lola disse...

Sei, sei...
É bem assim.
Somos marionetes do consumismo.
E vamos morrendo aos poucos. Grande coisa!!!
Adorei o texto.

Nina disse...

Super obrigada pelo comentario, confesso que adorei, alias, sempre adoro saber qd um homem gosta de cozinhar... aê, ganhou ponto heim garoto :-)

Concordo em parte com teu texto... mas cara, esse lance de grana e de ser rico é tao relativo principalmente nós, brasileiros, temos os valores todos invertidos. Deus me livre se boa parte da populacao ficasse rica de repente, seria um Deus nos acuda daqueles :-/

Rico pra mim é o povo do país onde vivo, sabe o que pra eles é mais importante? a simplicidade e o sol :-)

Abraco pra ti

Pérola disse...

Já passámos por essa fase.
O pior é que não se está sempre em crescimento. Quando vier a desacelaração as ferações vindouras vão sofrer.
Tal como está acontecendo na Europa.
Continua com os pés assentes na Terra e não te deixes levar por materialismos.

Beijinho

manuela barroso disse...

Como amei esta sua tão fina e inteligente ironia!
O entupir das artérias com barrigas de caviar sentadas no sofá arfando de enjoo e um dia ser engolido por toda essa massa balofa, sem vontade para ver o rio onde nascem os esturjões!
Prefiro ver as cachoeiras no ecran da natureza!
Beijo!

Daniela disse...

Olá! Retribuindo sua visita.

É verdade, quando as pessoas se tornam "ricas" esquecem de todas as mazelas do mundo e da situação em que estiveram, só enxergam o próprio umbigo...

Abraços!

Rovênia disse...

Como vc anda sumido, escolhi um texto antigo. E pare de comer bobagens! Somos todos um pouco alienados, cegos. Precisar parar e pensar. Refletir. Esse texto nos leva a isso!

Um abraço,
Rovênia